terça-feira, 13 de setembro de 2011

Preconceito

         Frase inspiradora do "Frases Ilustradas" para refletirmos essa semana.



Saiba mais sobre o gênio Albert Einstein

domingo, 11 de setembro de 2011

Água para Elefantes




 
“Água para Elefantes" é um filme adaptado do romance de Sara Gruen que carrega o mesmo título. No filme,  Jacob Jankowski, de 90 anos, recorda o que viveu em sua juventude. Durante a Depressão, ele trabalhou em um circo, onde viu a brutalidade com a qual as pessoas e os animais eram tratados e se apaixonou pela esposa de um bruto treinador.  

Confesso que ao alugar o filme fiquei com um pé atrás por conta do ator protagonista (Robert Pattinson), pois não gosto nem um pouquinho da saga crepúsculo logo, minha antipatia pelo moço me fez julgar o filme antes mesmo de dar o play. No final, confesso, me enganei e fui surpreendido. O moço até que convence no papel do jovem Jacob.  

Já não posso falar o mesmo da sua companheira, Reese Witherspoon  que interpreta a estrela de circo, Malena (que mais parece a Christina Aguilera no clipe de Hurt). Realmente ela não passa muita credibilidade interpretando uma personagem de época. O que salva são seus números circenses e, claro a sua afinidade com a elefanta Tai que, aliás, rouba cena do filme.  Vale a pena assistir. 

Agora estou curioso para ler o romance que originou o filme. Já encomendei o livro para conferir o que ficou de fora da película.  





segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Uma Gota

        Uma vez por semana vou postar as artes do Frases Ilustradas . Trabalho que  transforma frases, já encantadoras e inspiradoras, em verdadeiras obras de arte que têm em si o dom de nos fazer refletir sobre nós mesmos, sobre o outro e sobre a vida. 


domingo, 4 de setembro de 2011

O Milagre da Vida


Mãos trêmulas, ansiedade e um misto de preocupação e felicidade. Todos esses gestos e sentimentos tomaram conta do meu corpo e do meu coração ao saber da notícia. Meu segundo sobrinho, o primeiro filho do meu irmão caçula estava prestes a nascer. Como conter a felicidade e aquela agitação pré-parto que toma conta dos pais? Eu, sinceramente, não sabia, mas o que eu estava sentindo deve ser muito parecido. Dentro de mim, sentia como se o filho fosse meu. Não via a hora de poder ver aquela carinha, sentir o cheirinho de sua pele, o macio dos seus cabelos e, porque não, ouvir o sibilar do seu choro, pedindo para saciar a sua fome de recém-chegado ao mundo. 
 
Meu irmão era só felicidade. Seus olhos brilhavam. Seu sorriso, então, não escondia a alegria que tomava conta do seu coração paterno. Pai de um filho que não foi programado, que veio ao mundo sem pedir, mas que encheu de felicidade os seios de duas famílias com a sua vinda. 

 

 
Conheci o Guilherme um dia depois do seu nascimento. Fiz tudo o que um tio babão e bobão faria. Fiquei parado, hipnotizado, vendo aquele pequenino ser sendo alimentado pela mãe. Tirando seu cochilo vespertino. Acordando com vontade de mamar ainda mais. Passei a mão pelos seus cabelos fininhos e negros, com cheirinho de recém-lavado e perfumado.  Não consegui pegá-lo no colo. Confesso que tenho muito receio de levar nos braços esses pequeninos.  É muita fragilidade para um ser desastrado como eu. Prefiro admirá-lo a acaricia-lo enquanto está no colo dos outros tios e avós.
        
        O nascimento do Guilherme, além do furor e da felicidade de enfim tê-lo em nosso convívio, me fez pensar no quão milagroso é o dom da vida.  Que mágico é termos a oportunidade e o poder de conceber, do nada, um novo ser.  Fazer do inexistente algo que existe e que fará parte do nosso futuro.  Esse poder que nos é dado é o verdadeiro milagre da vida que precisamos e devemos defender a cada amanhecer.   Temos o poder de ensiná-los a viver em um novo mundo. Onde a esperança e o respeito ao próximo deve imperar.  Seja bem-vindo ao mundo, Guilherme!



terça-feira, 30 de agosto de 2011

O Neocolonialismo francês através das telas do cinema


 
                      

            O próprio título desta resenha já resume o que iremos tratar ao longo deste texto.  A Batalha de Argel e Indochina, dois filmes diferentes em sua estética e engajamento, porém  com um item em comum: a  abordagem de um tema que até hoje é uma página negra na história -  o Neocolonialismo francês  e  também o processo de independência de duas colônias  então dominadas por este Estado, Argélia e Indochina.





      Ambos os filmes foram premiados em diversos países e abordam, de forma diferente e peculiar, uma parte da História que jamais será esquecida. O longa metragem de Gillo Pontecorvo é um filme político, logo entende-se que se trata de um longa que leva a História para a tela. Nele, Pontecorvo retrata a luta do povo argelino contra o colonialismo francês (contra sua exploração territorial e armamentista – fator determinante para se deter poder na época), fato que se tornou um marco no processo de libertação de diversas colônias no continente africano.
  




Irreverente do início ao fim, o longa se mantém atual mesmo com o passar dos anos, onde se pode ter uma comparação (dentro dos limites do tempo), com a atual situação Estados Unidos x Iraque; em outras palavras, aquilo que se vê desde o início da civilização: dominante vs dominado.

As conseqüências do neocolonialismo francês na África, assim como a trama de A Batalha de Argel, estão mais vivos do que nunca e continua a aparecer através de manifestações racistas. Um exemplo claro dessa “herança” do imperialismo e da idéia de civilização de povos através da força e da história, pode ser vista em 1998, no exato dia 12 de Julho no  qual a França sagrava-se campeã mundial de futebol ao vencer o Brasil por 3 a 0. O grande herói do jogo foi o atacante Zinedine Zidane que, bem como outros 13 jogadores que defendiam a seleção francesa, tinham suas raízes fincadas em ex colônias francesas, como a própria Argélia,  e territórios da África, da América e da Oceania, colonizados pelos franceses no século XIX, tendo suas profundas marcas no quesito cultural, político e econômico de boa parte do mundo chamado imperialismo, neocolonialismo.




 Já em Indochina, longa metragem francês de Régis Wargnier, que tem como protagonista a atriz Catherine Deneuve, além de Vicente Perez, Linh Dan Phan e Henri Marteau, em detrimento do filme A Batalha de Argel, aborda o tema “neocolonialismo” de forma superficial (embora explícito no quesito de exploração de mão de obra e da borracha – sinônimo de poder e industrialização), sendo usada somente como pano de fundo de uma romântica e dramática história de amor.  

No Vietnã durante os anos 30, a francesa Eliane (Catherine Deneuve) é dona de um grande seringal (logo uma matéria prima essencial, visto a crescente industrialização no século XIX) adota uma menina órfã, Camille, filha de vietnamitas que foram mortos em um acidente. A criança é educada nos padrões europeus. Com a aparição de um jovem oficial da marinha francesa Jean Baptiste, a então poderosa Eliane se apaixona pelo mesmo, em tempo que sua filha Camile também demonstra interesse no marinheiro que, a pedido de Eliane, é transferido.

  Todo esse enredo tem como pano de fundo o neocolonialismo francês e no final do longa a menção da independência da Indochina , então dividida em Vietnã do Norte e Vietnã do Sul.  

No decorrer do longa, passagens implícitas deixam claro a constante do neocolonialismo – rico vs pobre; dominante vs dominado – medo de uma maioria desfavorecida (que sabe que, caso contrarie as normas de seu colonizador, terá seu destino marcado pelo sofrimento) e de uma minoria pertencente à elite da sociedade, que opta por “não enxergar” os caminhos que começavam a ser traçados. 

  Apesar dessa visão parcial, Indochina tem seus pontos altos e de crítica peculiar como descreveu o repórter Luis Carlos Mérten do jornal O Estado de S. Paulo: “...o salto alto quebrado da bela Catherine, representando o fim da dominação colonial.” Uma cena extremamente significativa no  romanesco Indochina.


 A Batalha de Argel 


 Indochina