domingo, 20 de fevereiro de 2011

Desamores



Confesso que ao pegar “Desamores” para ler pensei que fosse gostar do livro de primeira mas não foi bem assim. Comecei a ler e ficar um tanto confuso com a quantidade de personagens e com a falta de preocupação do autor com o bem estar do leitor. 

Desde as primeiras linhas você já nota que o tom da narrativa é um tom de conversa de mesa de bar. Aquela que acontece comigo, com você, com nossos amigos. Aqueles desabafos que só uma boa reunião com pessoas extremamente próximas a você pode trazer. Para mim foi um tapa na cara.  Parei de ler na terceira página e relutei durante dias para retomar a leitura. Me sentia exposto. Constrangido. Desconfortável. 

No final, me rendi e terminei o livro em poucos dias. Deixei de lado o medo , o constrangimento e o pensamento de "pode acontecer  comigo" e entrei de corpo e alma na vida daqueles personagens. 

Em suma, Eduardo Baszczyn têm o dom de envolver você na história  de tal forma que você nem vê as horas passarem. Desamores é um desses  livros que te fazem lutar  contra o sono até tarde da noite para conseguir terminar de ler de uma vez só. 


Sinopse

Da excitação ao marasmo; da paixão à decepção; do encantamento ao desamor. As várias fases de um relacionamento estão no romance de Eduardo Baszczyn. Finalista do Prêmio Sesc de Literatura, o livro explora todas as dimensões de um amor, através da história de um casal de trinta e poucos anos. Recém-separado, Caio espera por Ana, no restaurante de um hotel, no topo de um prédio. O cenário é a cidade de São Paulo. O encontro, a última tentativa. E é durante as poucas horas de espera que se conhece as histórias dos dois e dos personagens que os rodeiam. Que se descobre o porquê de tudo ter chegado até aquele ponto. É durante a espera que as histórias se intercalam. Que os tempos se entrelaçam para decifrar as complexidades e dificuldades dos amores contemporâneos. "A delicadeza e o despojamento do estilo resultam em retratos de guache, esmaecidos e transparentes sobre a expectativa e a frustração de casais.", destaca o escritor Fabrício Carpinejar, na orelha do livro. Com diálogos ágeis, diversas referências musicais e cinematográficas, estilo enxuto e direto, 'Desamores' é um daqueles romances com trilha sonora, que se lê como um filme.



sábado, 19 de fevereiro de 2011

Superação e Luta pela Sobrevivência

  


Aron Ralston - Autor de 127 Horas



               127 Horas, é uma extraordinária história de sobrevivência – o doloroso relato de Aron Ralston, que passou seis dias preso em um dos lugares mais remotos dos Estados Unidos, e como um ato repleto de coragem o trouxe de volta para casa.

               Tudo começou com uma caminhada pelo Parque Nacional de Canyonlands, em Utah, na tarde de um sábado quente. Para Aron, um experiente alpinista de vinte e sete anos, um passeio pelo remoto cânion Blue John era uma oportunidade de dar um tempo das escaladas invernais nos difíceis e altos picos do Colorado. 

Apesar de ter conhecido duas charmosas garotas ao longo do caminho, no começo da tarde já estava sozinho, apenas com a beleza natural do lugar ao seu redor. Às 14h41, ele estava a treze quilômetros de onde havia estacionado, em uma fenda profunda e estreita do cânion, quando desalojou uma rocha de quase meia tonelada que caiu sobre a sua mão direita e o pulso. E, a partir daí, começaram os seis dias mais infernais da vida de Aron.

                Com pouca água e comida, sem uma jaqueta para enfrentar as noites geladas, ele lembrou que não havia avisado ninguém para onde estava indo, e essa demora em se soltar poderia ser fatal, já que poderia morrer desidratado ou afogado em uma inundação – ele estava 30 metros abaixo do nível do solo.

              Usando sua câmera de vídeo, Aron começou a gravar mensagens de despedida para sua família e amigos, agradecendo a vida cheia de aventuras, esperando que alguém achasse essa gravação com seus últimos dias de vida. Mas na manhã de quinta-feira ele teve uma inspiração divina que poderia resolver o “enigma” da rocha, um extremo e desesperado ato de bravura que salvaria a sua vida. 

             127 Horas é um inspirado relato escrito de forma brilhante, engraçada e honesta, de como a morte encontra a vida. Uma história que estará para sempre entre os livros clássicos de aventura.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Caráter



"Seu eu cuidar de meu caráter, minha reputação cuidará de si"

                                                                                  
D. L. Moody

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Oscar 2011 - Façam suas apostas





A festa mais esperada do cinema mundial está chegando. O Oscar 2011 será realizado dia 23/02. Estou em uma maratona tentando ver todos os indicados nas principais categorias. Não, ainda não consegui ver todos os filmes mas mesmo assim já fiz minhas apostas pra a premiação deste ano. 


Melhor Filme  - O Discurso do Rei




Melhor Ator   - Colin Firth (O Discurso do Rei)



Melhor Ator Coadjuvante  - Christian Bale (O Vencedor)



Melhor Atriz - Natalie Portman (Cisne Negro)




Melhor Atriz Coadjuvante - Hailee Steinfeld (Bravura Indômita)

Melhor Diretor  -  David Fincher (A Rede Social)

Melhor Roteiro Original - O Discurso do Rei

Melhor Roteiro Adaptado - A Rede Social




Melhor Música Original  - If I Rise (127 Horas)

Melhor Filme Estrangeiro - Biutiful 

Melhor Filme de Animação - Toy Story 3

Melhor Fotografia - Cisne Negro

Melhor Figurino - O Discurso do Rei

Melhor Montagem - 127 Horas 


Melhor Maquiagem - A Minha Versão do Amor


Melhor Efeitos Visuais - Alice no País das Maravilhas 









sábado, 12 de fevereiro de 2011

Péssima memória




"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez."
                                                      Friedrich Nietzche 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Frente a frente com Christina Aguilera




Lembro-me como se fosse hoje do primeiro dia em que ouvi falar em Christina Aguilera.   Era um dia nublado, cinza, chuvoso. Um daqueles dias em que a melancolia , como mágica , paira no ar. Depois de um dia cansativo de trabalho, cheguei em casa desanimado, querendo apenas um belo banho e um café quente.  Abri a porta de casa e , como sempre , a primeira coisa que fiz foi ligar a televisão.  Como era de costume na minha adolescência e creio que na de muitos, a TV permanecia a maior parte do tempo sintonizada na MTV.  O iluminar da tela mostrava, naquele momento,  uma loirinha com uma voz tremenda, e que cantava uma canção que tinha tudo a ver com aquele dia, com aquele meu momento.  Era o clipe de “I Turn to You” . Fiquei parado por 4 minutos olhando aquele clipe, sentindo aquela voz tocar dentro de mim.  

 Nos dias que se seguiram procurei saber mais sobre aquela garota. Encontrei o cd em um supermercado e de pronto comprei. Passei dias e dias escutando aquelas músicas. Triste foi descobrir que aquele dia em que me vi hipnotizado em frente a televisão , tinha sido o último dia dela no Brasil. Ela havia dado uma coletiva de imprensa , gravado programas de televisão e feito alguns shows durante aquela semana. Enfim, conheci ela tarde demais. Perdi a chance de ver aquela garota ao vivo. 

Os anos se passaram  e a admiração só aumentou, assim como a minha esperança em vê-la de perto e, claro, assistir a um show . Eis que 11 anos depois daquele dia recebo a notícia  de que Christina viria ao Brasil , mais precisamente para uma coletiva de imprensa no SPFW! Fiquei extasiado! Não falava em outra coisa. Essa era a chance! Graças a minha profissão consegui  as credenciais necessárias para cobrir a coletiva de imprensa. Um misto de felicidade, realização, ansiedade e nervosismo tomou conta de mim. 

Era chegado o dia da coletiva. Dia 01/02/2011. Essa data iria ficar marcada para sempre na minha vida.  Ao entrar na Bienal fui informado que a coletiva,  que aconteceria as 17h30 , tinha sido transferida para as 20h00  Por conta da falta de espaço para realização da entrevista alguns jornalistas teriam ficado de fora do credenciamento. Para o meu azar, eu estava de fora. Fiquei triste na hora mas,  resolvi esperar assim mesmo para tentar ao menos vê-la chegando. 

Depois de 3 horas recebo a notícia de que haviam se enganado e eu estava devidamente credenciado para cobrir a coletiva. Que alegria! Eu estava ainda mais feliz! Só agradecia a Deus, ao mundo , ao meu trabalho, a minha faculdade , a tudo e a todos.  Após pegar a pulseira que dava acesso à coletiva, corri para pegar meu lugar. Estrategicamente em frente a mesa  onde ela estaria sentada respondendo as nossas perguntas.






As 20h00 em ponto ouço uma gritaria! Christina chegou! Os fãs enlouquecidos gritavam por ela. Gentilmente ela foi dar um “Hi” aos fãs e logo veio ao nosso encontro. Se pôs em frente ao tapume para as fotos. Ela estava linda! Eu não estava acreditando no que estava vendo. Era muito bom para ser verdade. Christina estava ali, na minha frente. Não parei de fotografar , afinal precisava cobrir a coletiva para o site , estava ali como profissional  mas,  por dentro , meu coração gritava “Love You Christina”
Foram 15 minutos de entrevista. Quinze minutos em que fiquei frente a frente com Christina Aguilera . Contemplando sua beleza e sua voz. Finalizada a entrevista, Christina se despediu de nós e entrou para a sala. Após alguns minutos voltou para dar outro oi aos "fãs" que estavam na grade , e se foi.  Eu fiquei na esperança de um dia poder vê-la novamente e ouvir minhas canções prediletas cantadas ao melhor  estilo de Christina, ao vivo. 
A promessa de voltar ao Brasil foi feita e dessa vez para um show. Esperarei ansiosamente por esse dia e continuarei admirando seu trabalho e sua  música que tem me inspirado e me inspira a ser mais forte a cada dia. Ao som de “I Turn to You” eu me despeço desse relato, que vai ficar gravado não só nestas linhas mas na minha memória e no meu coração de sonhador.








Você pode conferir a entrevista completa aqui. 
Todas as fotos que tirei estão disponíveis no meu Facebook.